quarta-feira, 9 de maio de 2012

O pesadelo de 1950 terminou – Copa do Mundo de 1958


A Copa do Mundo de 1958, 6ª edição, foi sediada pela Suécia e recebeu 4 seleções da América Latina e 12 da Europa. Os Jogos foram transmitidos para 11 países europeus graças a segunda versão do Satélite Sputinik que os soviéticos lançaram, o restante do mundo poderia ter acesso adquirindo os Kinescópios que faziam filmagens em 16mm, conhecido também como o pai do videotape. No Brasil o Presidente era Juscelino Kubitschek (1956-1961) com o slogan "50 anos de progresso em 5 anos de governo" um presidente apoiado por muitos militares, empresários e até operários; estava em plena construção a nova capital Brasília. Todos os brasileiros estavam felizes e otimistas sem saber o que vinha ainda pela frente economicamente falando mas voltemos ao futebol.
A seleção brasileira ainda carregava nas costas o peso da derrota para o Uruguai na Copa de 50, seu jogador favorito era o jovem Pelé com apenas 17 anos formando trio com Garrincha e Vavá, desta vez eles foram preparados e organizados como nunca antes; o esquema tático do técnico brasileiro Vicente Feola fazia com que Zagallo atacasse e recuasse para marcar no meio-campo, dando origem ao 4-3-3. A defesa era um muro. Chegamos na final contra a Seleção da Suécia e no sorteio dos uniformes eles usariam o seu amarelo restando para nossa Seleção o uniforme azul e o dirigente da delegação brasileira, Paulo Machado de Carvalho, disse: "Nós vamos vencer, vamos jogar com a cor do manto de Nossa Senhora Aparecida".
Os brasileiros acompanhavam pelo rádio e no estádio Råsunda um público de 50.000 pessoas assistiu a vitória do Brasil contra a Suécia por 5x2. Encerrada a partida mesmo sendo derrotados os torcedores suecos aplaudiram de pé o primeiro título de Campeão Mundial do Brasil e os brasileiros puderam soltar seus gritos de vitória entalados na garganta desde 1950.
O escrete de ouro: o técnico Feola, Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar; Garrincha, Didi, Pelé, Vavá e Zagallo



A alegria de Volta – Copa de 1950


2ª Guerra Mundial 
Após 12 longos anos de interrupção, na copa do mundo, causado pela 2ª Guerra Mundial finalmente a copa do mundo pode voltar a campo, trazia consigo alegria o fim de uma guerra cruel que carregava um número absurdo de mortos, feridos e sobreviventes que nunca mais seriam os mesmos após assistir a toda aquela tristeza e desolação. O povo mundial não só queria como precisa do retorno da copa do mundo.

Mudança da sede da FiFa
A sede da FiFasaiu da França e foi para a Suíça, onde está até hoje, para fugir do forte domínio alemão que lá estava, o país escolhido para sediar a copa foi o Brasil até porque foi o único candidato; os países europeus estavam destruídos demais pela guerra para poder receber um evento deste porte. Construção do maracanã com capacidade para 200,000 pessoas estava pronto para receber as seleções.

O Maracanazo (Maracanaço)
Desta maneira que ficou conhecida a última partida da Copa de 50, uma expressão latina criada durante a copa para provocar os brasileiros.

Brasil X Uruguai - 1x2
O Brasil precisava de um empate, embora naquela final não houvesse decisão o campeão de um quadrangular levaria a Taça. O Uruguai se tornou Campeão Mundial pela segunda vez e em cima do Brasil que dá um gosto mais especial a vitória a qualquer seleção do mundo.
Os brasileiros estavam afoitos, maracanã maior estádio do mundo na época, recebeu o maior número de pessoas em uma partida de futebol na história do Brasil. Políticos e imprensa estavam assediando a seleção que estava em plena concentração para a final. Segundo o goleiro do brasil, no dia da partida nem sequer almoçaram tamanho o assédio e claro a derrota foi atribuída a isto, foi uma grande tristeza para o povo brasileiro perder a taça, mas um evento que fez história e trouxe um pouco de alegria que o mundo precisava naquele momento.
Gols: Friaça(BRA), 2 (2ºT); Schiaffino(URU), 21 (2ºT) e Ghiggia(URU), 34 (2ºT)


Estatísticas da competição

Período: de 24 de junho a 16 de julho de 1950


Total de jogos: 22
Gols marcados: 88
Média de gols: 4,00 por partida
Artilheiro: Ademir de Menezes (Brasil) - 09 gols.
Público total: 1.336.984 pagantes
Média de público: 60.772 pagantes
Campeão: Uruguai

Seis cidades sediaram o torneio:
  • Belo Horizonte, Estádio Raimundo Sampaio (Independência)
  • Curitiba, Estádio Durival Britto e Silva (Vila Capanema)
  • Porto Alegre, Estádio dos Eucaliptos
  • Recife, Estádio Adelmar da Costa Carvalho(Estádio da Ilha do Retiro)
  • Rio de Janeiro, Estádio Jornalista Mário Filho(Estádio do Maracanã)
  • São Paulo, Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho(Estádio do Pacaembu)

Seleção brasileira

Barbosa, Castilho, Augusto, Nena, Juvenal, Bigode, Nilton Santos, Bauer, Danilo, Eli, Rui, Noronha, Friaça, Alfredo, Zizinho, Maneca, Ademir. Baltasar, Jair, Adãozinho, Chico e Rodrigues.

Por mim publicado no site FutMus em 23/03/2012



terça-feira, 8 de maio de 2012

Inspirados pelo Manifesto Pau Brasil


Decretar o nascimento e morte de qualquer movimento que seja é sempre questionável, os movimentos nascem de um pensamento coletivo e não exatamente aqui ou ali; com os Tropicalistas não foi diferente simplesmente quando se deram conta já faziam parte do grande Movimento Tropicalista.
Mas houve algo que os inspirou, algo especial que vinha a bater com suas idéias, o Manifesto Pau Brasil escrito por Oswald Andrade e publicado pelo Correio da Manhã, em 18 de março de 1924, é do mesmo ano do Manifesto Surrealista. Esse Manifesto traz o desejo da liberdade cultural do Brasil, o desejo de não sermos mais vistos como um subproduto de Portugal e o desejo de que a nossa cultura, influenciada por ela mesma, original fosse vista assim e indo além que a enxergassem e a desejassem como uma cultura de exportação assim como aconteceu com o Pau Brasil.
O marco inicial do movimento foi o Festival de Música Popular que aconteceu em 1967 pela TV Record. O que é unânime quando se trata da Tropicália é que ela foi uma ruptura , foi aberta, foi inovadora ao misturar várias estilos como rock, pop, samba, rumba, bolero e baião e obter um ótimo resultado ainda assim.  Antes disso “tudo estava no seu lugar” elite com a sua cultura de elitista e pobres com sua pobre cultura... Pop x folclore. Alta cultura x cultura de massas. Tradição x vanguarda.

“Um desejo amoroso de modernidade para o Brasil”

“Quando assumi o Tropicalismo, foi em termos de guerra. Fui para a prisão, fui torturado. Passei anos na clandestinidade e no ostracismo, mas fui fiel, como sou até hoje, à essência do que nos inspirava. A essência do Tropicalismo era um desejo amoroso de modernidade para o Brasil. Era todo um ponto de vista que estava, e continua, reprimido e que naquele momento histórico a gente pôde veicular. Foi um momento de êxtase, de criatividade real e que alimentou e alimenta até hoje este país. Foi talvez o movimento mais moderno do Brasil no sentido de que ele era um movimento ligado a uma civilização contemporânea e de massas, sem ranços, sem compromissos ou peias ideológicas com facções de esquerda, ou de direita.” – Este é o trecho de um depoimento de Rogério Duarte um dos Designers Gráficos mais importantes da época que escreveu o livro Tropicaos com propriedade afinal ele foi um dos idealizadores juntamente com Caetano Veloso e Gilberto Gil. 


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Rancore lança clipe de “5:20”


Uma das bandas de rock que mais tem se destacado no cenário nacional, o Rancore lança seu novo clipe. O vídeo, dirigido por Padre e com edição e fotografia de André Garbin, é da música “5:20” do álbum “Seiva” (Deck/2011).
  
Gravado em Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros (GO), e no centro de São Paulo, o clipe estreou no site do Rancore. O vídeo intercala imagens na natureza e em um cenário urbano e conta com vários personagens mascarados. “As máscaras simbolizam o ego, tudo aquilo que nos impede de sermos aquilo que realmente temos vontade. Os integrantes da banda desmascarados e sem maquiagem simbolizam que, ao tocar, eles estão mostrando quem realmente são, dando a cara a tapa por acreditarem na mensagem da letra da música: "Faça tudo que quiser/ você não tem certeza se vai cair/ um belo dia tudo acabará/ e o que você vai guardar?" – explica o diretor.

Para assistir “5:20”, acesse: www.rancore.com.br


A Origem do Rock no Brasil


  Quem chutou primeiro o balde e trouxe o rock para o Brasil (pasmem os mais céticos) foi uma sambista, Nora Ney ( e não Celly Campello como muitos pensam) cantora de samba-canção gravou em outubro de 1955 "Rock around the Clock", de Bill Haley & His Comets para a trilha do filme ‘Sementes da Violência’. Mas nem por isso ela virou rockeira depois desta gravação seguiu com sua carreira no samba. No mesmo embalo de Nora vieram Cauby Peixoto e Betinho & Seu Conjunto. O que Nora fez foi girar a roda do rock no Brasil e daí em diante já surgiram as primeiras gravações de rock brasileiro mas tudo ainda não passava de meros covers ou versões abrasileiradas do que já existia em termos de rock; o anos 50 foi um misto de pioneirismo e experimentalismo.
Nos anos 60 é que literalmente nasce o Rock Brasileiro a partir de dois movimentos a Jovem Guarda e o Tropicalismo. O Movimento Jovem Guarda era forfun não tinha cunho político e nasceu como um programa de auditório na televisão sobre música e moda, na TV Record, faziam parte deste movimento: Roberto Carlos (o Rei), Erasmo Carlos (o Tremendão) e Wanderléia (a Ternurinha) seguidos pela turma Nalva Aguiar, Celly Campelo, Vanusa, Eduardo Araújo, Silvinha, Martinha, Arthurzinho, Ronnie Cord, Ronnie Von, Paulo Sérgio, Wanderley Cardoso, Bobby di Carlo, Jerry Adriani, Rosemary, Leno e Lilian, Demétrius, Os Vips, Waldirene, Diana, Sérgio Reis, Sérgio Murilo, Trio Esperança, Ed Wilson, Evaldo Braga e as bandas Os Incríveis, Renato e Seus Blue Caps, Golden Boys e The Fevers. Apesar de não seguirem nenhum cunho político o termo Jovem Guarda foi extraído de um texto de Lenin que foi um revolucionário e chefe de Estado russo, responsável em grande parte pela execução da Revolução Russa de 1917, líder do Partido Comunista. Influenciou teoricamente os partidos comunistas de todo o mundo. O trecho que inspirou os Jovens foi: "O futuro pertence à jovem guarda porque a velha está ultrapassada"
E o Movimento Tropicália, ou Tropicalismo, o nome inventado pelo artista plástico Hélio Oiticica e posto como título em uma canção de Caetano Veloso pelo homem do Cinema Novo Luís Carlos Barreto: Tropicália. Ser um tropicalista não era tarefa fácil e o próprio Caetano confessa ser doloroso, ele disse em seu livro Verdade Tropical: O desenvolvimento de uma consciência social, depois política e econômica, combinada com exigências existenciais, estéticas e morais que tendiam a pôr tudo em questão, me levou a pensar sobre as canções que ouvia e fazia. Tudo o que veio a se chamar de tropicalismo se nutriu de violentações de um gosto amadurecido com firmeza e defendido com lucidez. (….) Eu me sentia num país homogêneo cujos aspectos de inautenticidade ‑ e as versões de rock sem dúvida representavam um deles ‑ resultavam da injustiça social que distribuía a ignorância, e de sua macromanifestaçào, o imperialismo, que impunha estilos e produtos.
E essa grande revolução cultural teve, entre seus grandes, nomes como: Hélio Oiticica, Caetano Veloso, Capinam, Gal Costa, Gilberto Gil, Glauber Rocha,Guilherme Araújo, Jards Macalé, Jorge Ben,Jorge Mautner, Júlio Medaglia, Lanny Gordin, Nara Leão, Os Mutantes, Rogério Duarte, Rogério Duprat, Tom Zé, Torquato Neto, Waly Salomão e Sérgio Sampaio. Estas pessoas receberam muitas críticas, os intelectuais torciam o nariz para o movimento e foram chamados até de alienados mas nem por isso deixaram de expressar através de sua arte uma nova mentalidade que embora compreendida somente anos mais tarde é um dos nossos maiores legados culturais.

Por mim publicado no site FutMus em 13/03/2012

Nora Ney



domingo, 6 de maio de 2012

Os anos 80 e a música no Brasil


Os anos 80 chegaram de braços abertos a todos o estilos, mas a predominância ficou com os alegres, coloridos e gliterizados da Dance Music, e com os melancólicos darks e góticos de roupas pretas e rostos pálidos. Muitas mudanças aconteceram, chegou ao fim a ditadura militar e o povo brasileiro reconquistou sua democracia com a campanha ‘Diretas Já’ e recebe uma nova ‘Constituição Brasileira’ que é a mesma que vigora até hoje.
Em 85 aconteceu o primeiro ‘Rock in Rio’ com o maior palco do mundo até então, bandas de pop e rock subiram ao palco da ‘Cidade do Rock’ para aquele momento que ficou na história da música. Entre todos que se apresentaram os destaques ficam para a banda Titãs com o seu segundo disco ‘Televisão’, Ney Matogrosso, Queen que declararam ter sido o maior show de sua carreira e Freddie Mercury entrou no palco com um sutiã de plástico com dois seios gigantes levando o público ao delírio, Iron Maiden, Erasmo Carlos, Gilberto Gil, Rita Lee/ Gilberto Gil relembrando, entre outras, músicas do disco que gravaram junto o ‘Refestança’; Os Paralamas do Sucesso, AC/DC que estavam no ano de lançamento do disco ‘Fly on the Wall’ e que no começo da década haviam lançado o segundo disco mais vendido da história o ‘Black in Black’ que só ficou atrás do ‘Thriller’ de Michael Jackson; Scorpions, Barão Vermelho,que, ainda com o Cazuza no vocal, estavam vivendo uma ótima fase, digamos, de aceitação da mídia porque até 84 as rádios se recusavam a tocar as músicas da banda acreditando que não seriam promissores, Ozzy Osbourneo lendário ex-vocalista do Black Sabbath o cara que comeu um morcego, muitos não acreditaram que ele realmente se apresentaria e Rita Lee que declarou ter odiado participar por diversos motivos entre eles sua guitarra Telecaster Vintafe que foi roubada e a grande diferença de tratamento entre os músicos nacionais que não receberam os mesmos privilégios que os músicos internacionais, ela acredita ainda que ter participado da primeira edição do festival foi uma “burrada”.
Além disso aconteceram diversos outros fatos marcantes como a inauguração do Sambódromo, o auge da MPB, a consolidação da grande vertente rock o ‘Heavy Metal’. E o falecimento do ‘Pai do Rock Brasileiro’ Raul Seixas em 21 agosto de 89 e teve seu último disco ‘A Panela do Diabo’ lançado no dia seguinte e o de maior sucesso da sua carreira. 

Por mim publicado no site FutMus em 04/03/2012

Rita Lee no Rock in Rio


sábado, 5 de maio de 2012

Os anos 70


por Sabrina Kwaszko
 
A década de 70 iniciou-se com jovens esperançosos que acreditavam que poderiam acabar com a guerra do Vietnã apenas com flores e desejos de paz e amor nos EUA, enquanto que no Brasil os mais corajosos estavam lutando contra a censura na arte e na imprensa imposta pela Ditadura do Regime Militar que governava o país. A imprensa chamava os anos 70 de “A década de Chumbo” que já começou com os ministros militares e ministros civis que assumiram ao governo aprovando a Lei de Segurança Nacional, que institucionalizou a pena de morte e a prisão perpétua em território brasileiro; 18 milhões de brasileiros tiveram seu direito a democracia suspendido e a validade da Constituição Brasileira ignorada e cancelada.
Na música assim como outras artes nada seria apresentado ou publicado sem passar pelos olhos do censor que estavam sempre prontos pra prender e torturar qualquer um que se opusesse ao Regime Militar.
E com tudo isso no Brasil nascia uma das maiores bandas da história nacional consagrada ainda hoje mundialmente Secos e Molhados formada por Ney Matogrosso (vocal), João Ricardo (violões de 6 e 12 cordas, harmônica de boca e vocal), Gerson Conrad (violões de 6 e 12 cordas e vocal), Marcelo Frias (bateria e percussão), Sérgio Rosadas (flauta transversal e flauta de bambu), John Flavin ( guitarra e violão de 12 cordas), Zé Rodrix (piano, ocarina e sintetizador), Willi Verdaguer (baixo) e Emilio Carrera (piano); o primeiro disco chamado de Secos e Molhados foi um grande sucesso, em dois meses já haviam vendido 300 mil cópias. E mesmo com toda a sua expressão musical contra a ditadura e visual com seus figurinos e maquiagens excêntricas conseguiram passar por cima da ditadura com músicas como “Sangue Latino” e “Rosa de Hiroshima”, o sucesso foi tanto no primeiro show que compareceu o triplo de público esperado e a agitação só pode ser contida com ajuda policial, quanto aos próximos shows não foi muito diferente sempre ingressos esgotados e o público que ficava do lado de fora insatisfeito. Foram grandes destaques do Rock Nacional Raul Seixas que também conseguia burlar a ditadura e fazer suas críticas, e Rita Lee teve as músicas “Moleque Sacana” e “Gente Fina” censuradas, a primeira por causa da palavra sacana, considerada obscena, a segunda porque poderia ferir os bons costumes da época, irônica e feminista na época marcou a década com o álbum Fruto Proibido – Rita Lee e Tutti-Frutti.
Músicos e musicistas de coragem que enfrentaram a ditadura em nome de todos, principalmente dos exilados e torturados, e que servem de exemplo para todos nós.

Rita Lee e Tutti-Frutti
Por mim publicado no site FutMus em 04/03/2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Os anos 60 – A era de Ouro


Os anos 60 trata-se de uma época de ebulição das novas idéias e conceitos que vinham do Anos Dourados – como ficou conhecido os anos 50 – com o fim das guerras o mundo voltou a evoluir culturalmente, cientificamente e tecnologicamente. Nascem os movimento Beatnik, o Trad Jazz e o Rock Garage. E o anos 60 ficou conhecido como a Era de Ouro.
Um berçário de talentos nasceu, cresceu e apareceu; mas vamos direto ao nosso assunto, música: Beatles – seu primeiro álbum foi lançado em 22/03/1963 o Please Please Me com sucessos como "Twist and Shout", "Love Me Do" e claro a música titulo "Please, Please Me"; e 17/01/1969 encerram a década com o lançamento do álbum Yellow Submarine trilha do filme com o mesmo titulo mas o estouro de sucesso do Álbum Branco lançado anteriormente acabou tirando um pouco do brilho do Yellow, nele estavam sucessos como "Hey Bulldog", "All You Need Is Love" e a música titulo “Yellow Submarine” .
Elvis Presley voltava para casa do serviço militar e lança um disco com músicas Gospel em homenagem a sua falecida mãe o His Hand in Mine, o sexto de sua carreira, lançou também ainda em 1960 mais dois álbuns o G.I. Blues e o Elvis is back. Atravessou a década atuando em filmes de vários estilos como "musical", "faroeste", "drama" e "comédia" o destaque em sua carreira de ator para o filme “Viva Las Vegas”. Conheceu e casou-se com Priscila Presley e tiveram sua filha Lisa Presley. E encerra a década em grande estilo apresentando o considerado primeiro acústico da história o Elvis NBC TV Special.
Em 1968 foi gravado o DVD/Álbum que ficou engavetado pegando poeira por, inacreditavelmente, 28 anos até seu lançamento em 1996 o Rock and Roll Circus dosRolling Stones que trouxe ao palco com eles com uma super banda formada somente para este projeto por John Lennon (vocais e guitarra), Eric Clapton(guitarra), Keith Richards (baixo) e Mitch Mitchell (bateria) do Jimi Hendrix Experience a banda se chamou The Dirty Mac. Além desta apresentaram-se também Jethro Tull , The Who, Taj Mahal e Mariane Faitfull.
Foram tantos expoentes na música, na moda, no cinema e na literatura; e que nos deixaram seu legado cultural, Neil Amstrong o primeiro homem a pisar na lua, o Festival Woodstock, a morte de Martin Luther King líder do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo. Ele foi a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz. O surgimento do feminismo. Ainda temos muitos a aprender com toda a riqueza cultural deixada pela Era de Ouro que ainda nos sopra uma brisa como um ventilador que mesmo quando desligado continua a girar.

Por mim publicado no site FutMus em 04/03/2012



quinta-feira, 3 de maio de 2012

Isca de Polícia no Festival Esporte Clube Lira Contemporânea, dia 07 de maio


Festival Esporte Clube Lira Contemporânea une nomes da Vanguarda Paulista e da nova geração

O Espaço Zé Presidente será o palco do projeto Esporte Clube Lira Contemporânea acontece do próximo dia 07 de maio até 25 de junho. Durante o festival, o local irá abrigar 8 shows com nomes que fizeram parte do movimento Vanguarda Paulista e da nova cena musical paulistana.

Realizado às segundas- feiras, o Festival Esporte Clube Lira Contemporânea será o ponto de encontro dos mais diversos ritmos, arranjo, estilos e tradições que fazem parte da cena cultural paulistana. As apresentações tem início às 23h com ingressos a preços populares – R$ 10.

Dia 07 a banda Isca de Polícia inicia a programação do Festival Esporte Clube Lira Contemporânea. Além deles, sobem ao palco do Espaço Zé Presidente representantes da cena paulistana como Pélico, Trupe Chá de Boldo, Arrigo Barnabé, Metá Metá e outros nomes que fazem de São Paulo uma cidade referencia.

O Festival Esporte Clube Lira Contemporânea foi selecionado no Prêmio ProCultura Palcos Musicais Permanentes realizado pela Fundação Nacional de Artes – Funarte no ano de 2011. Idealizado pelo cantor, compositor e produtor musical Zimbher, o projeto tem como principal objetivo, ser um local de visualização e difusão dos movimentos que fazem parte da metrópole.

Isca de Polícia
Há 30 anos Itamar Assumpção reuniu um time de músicos para integrar a  banda Isca de Polícia, que anuncia em seu álbum de estreia “Beleléu, Leléu, Eu”. O disco é considerado um marco da Vanguarda Paulistana.
Formada por Marco da Costa (bateria), Luiz Chagas ( guitarra), Paulo Lepetit (baixo), Suzana Salles (voz) e Vange Milliet (voz), a banda apresenta canções que fazem parte de sua trajetória. “Anteontem”, Zé Pilantra”e “Beleleu” fazem parte do set list da noite.

Confira abaixo a programação.

Serviço:
Festival Esporte Clube Lira Contemporânea


SHOWS

Data: 07 de maio a 25 de junho de 2012
Horário: segunda às 23h
Local: Espaço Zé Presidente
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 1585
Capacidade: 200 pessoas
Censura: 18anos
Preço: R$10
Realização: Espaço Zé Presidente & Calango Garoa Ações Musicais


PROGRAMAÇÃO

Maio
7 Segunda: Isca de Polícia
14Segunda: Arrigo Barnabé
21 Segunda: Metá Metá
28 Segunda: Trupe Chá de Boldo

Junho
4  Segunda: Cérebro Eletrônico
11 Segunda: Projeto Guarará
18 Segunda: Pélico
25 Segunda: Zimbher & Banda

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Quick White Fox lança primeiro clipe com direção de João Solda


Banda de Curitiba foi eleita uma das apostas para 2012


A banda Quick White Fox, formada por três japinhas e um baiano, acaba de lançar o clipe da música She Said. Com direção de João Solda, o vídeo narra a história de um cara com uma mente doentia, que tem um fetiche por garotas orientais. Essas, aliás, são mais de 20 figurantes, algumas amigas da banda e outras convocadas via Facebook. O clipe também conta com a participação de Zeca Cenovicz, que atuou no filme “Estômago” (2007), no papel do sujeito maníaco.
O clipe, que virou um curta metragem, teve excelentes críticas na mídia especializada. A VJ Gaía Passarelli afirma que devemos ficar de olho no quarteto curitibano. “She Said acaba de ser lançada em videoclipe e mostra a banda claramente um degrau acima. Tem produção bem acabada, linhas de sintetizadores sinistras e jeito de quem fala sério. Isso sem perder o que talvez venha a ver a característica do som do QWF, que é a voz quase infantil de Naomi Sakaguchi”, escreve a moça em seu blog no site MTV1. Este não foi o único elogio que a Quick White Fox recebeu em tão curto tempo de estrada. A banda também foi eleita uma das apostas para 2012 pela coluna LP Compacto, do blog LeduxCWB. Além disso, a faixa Galaxy, de “Summer Trip”, esteve entre as 10 melhores músicas do ano no Prêmio Defenestrando 2011, de Curitiba.
A trajetória desses quatros começou em janeiro de 2011. E nesse curto período de tempo, a QWFox já conquistou seu espaço no circuito independente. Em julho do ano passado, a banda lançou o primeiro EP, “Summer Trip”. Com quatro faixas, o disco teve a produção de Jo Mistinguett, nome reconhecido na cena eletrônica de Curitiba. “Pra mim foi uma honra produzir o primeiro EP deles. A parceria surgiu assim, através da nossa amizade. Fui vendo tudo acontecer e sempre quis fazer parte disso. Foi muito fácil fazer as músicas. Fluiu naturalmente e conseguimos gravar tudo bem rápido”, explica a produtora e DJ.
Este ano, em pleno mês do carnaval, a Quick White Fox lançou o EP de remixes do “Summer Trip”, com participações da própria Jo Mistinguett, de Luiz Orta, produtor e baterista de várias bandas curitibanas, e do DJ Jenner, comandante do blog misturinha.com, do Rio de Janeiro. “O que eu mais gosto na QWF é que o som dialoga com seu tempo, com suas referencias oitentistas e new wave. Enquanto tantas bandas brasileiras parecem buscar apelo e refúgio em um nacionalismo boboca pra exportação, pra gringo ver. A QWF bota a cara pra brigar de igual pra igual”, alfineta o moço também músico da banda Orquestra de Ruídos Impossíveis.
Aliás, em time que está ganhando não se mexe. Não foi a toa que a QWFox escolheu João Solda para dirigir seu primeiro vídeo clipe. O cara, já conhecido por trabalhar com artistas como Lurdez da Luz e o rapper Thaide, concorreu com Andei na categoria de melhor clipe no VMB de 2011. Para banda, a experiência de gravar com o jovem diretor foi única, como define a vocalista da banda. “Adoramos conhecer e trabalhar com as figurantes orientais e com toda a equipe. O João é super talentoso e o Zeca nem se fala. Fiquei até com vontade de fazer teatro”, gaba-se Naomi Sakaguchi. Gean aproveita a deixa e completa: “Foi impressionante, nunca tinha trabalhado com uma equipe daquelas. João Solda é um grande diretor”.
A ideia de unir cinema com videoclipe não é novidade. Prova disso são os clipes de Bad do Michael Jackson, dirigido por Martin Scorsese, e Thriller dirigido por John Landis. Entretanto, é um formato que permite trabalhar a liberdade criativa atrelando a beleza do cinema com o videoclipe. Isso é confirmado com as palavras do próprio diretor: “apesar de já ter dirigido filmes de curta-metragem, havia um tempo em que eu estava buscando uma oportunidade em unir cinema com videoclipe. E isso acabou vindo de uma maneira muito especial com o videoclipe da música She Said".

Jornalista responsável: Renata Brant