segunda-feira, 5 de março de 2012

Indústria Fonográfica e Produção Independente #2


O primeiro aparelho fonográfico apresentado no Brasil foi em Porto Alegre em 1879, e a arte que era reconhecida apenas como bem cultural virou “produto industrializado”; neste  mesmo período os EUA já exportava música e havia criado a lei de direitos autoriais.
A dificuldade de reconhecimento de autores e compositores como legítimos profissionais vem desde o princípio quando foi fundada a SBAT   – Sociedade Brasileira de Autores Teatrais – em 1917, que recolhia o “grande direito autoral” para as peças teatrais e o “pequeno direito autoral”  relacionado as composições musicais.
As gravadoras independentes surgiram apenas em 1948 nos EUA quando a tecnologia de um gravação mais barata foi desenvolvida e menos de uma década mais tarde os singles independentes já estavam a frente dos singles das majors nas rádios.
E o famoso selo brasileiro “Disco é Cultura” nasce em 1967 quando é fundada a Assossiação Brasileira dos Produtores de Discos que consquista a aplicação do ICM (imposto sobre circulação de mercadoria), dos discos internacionais; em gravações nacionais, com isso surgem grandes novos talentos vindos de rigorosas seleções. A indústria fonográfica dá um salto no Brasil em 1971 quando é lançada, pela Som Livre, a primeira coletânea de novela; já a Produção Independente só vem começar a se organizar em 1979 quando acontece o I Encontro de Independentes de Curitiba (gravadora ou editora discográfica independente é uma gravadora não ligada às gravadoras globalizadas ou multinacionais ou majors).
E entre as majors podemos destacar a Sony Music, Warner Music Group, Universal Music Group e EMI. Em 1990 acontece outra virada a Produção Independente explode com a crise fonográfica que forçou a  Indústria a cancelar contratos milionários e baixar custos. Em consequência houve uma grande queda nos preços de equipamentos para gravação facilitando ainda mais o crescimento das produções independentes.